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Golpe da falsa gerente: empresária perde R$ 32,6 mil

Uma abordagem pelo WhatsApp, apresentada como atendimento da Caixa Econômica Federal, terminou com um prejuízo de R$ 32,6 mil para uma empresária de Araraquara. O caso foi registrado no Plantão Policial nesta terça-feira (20). Conforme informações do boletim, seis pagamentos de boletos foram feitos na conta da vítima na tarde de segunda-feira (19). A ocorrência foi registrada como estelionato e furto mediante fraude por meio eletrônico.

A falsa identidade de um funcionário bancário aparece também nos outros relatos reunidos abaixo. Embora as abordagens tenham características semelhantes, as informações disponíveis não permitem afirmar que os episódios estejam ligados à mesma quadrilha.

  1. O Caso de R$ 140 mil em Barretos (SP)
  • A abordagem: Em Barretos, F. G. relatou contatos de pessoas que se apresentavam como representantes de seu banco. Com a justificativa de que havia movimentações suspeitas, os interlocutores orientaram procedimentos supostamente destinados a proteger a conta. A narrativa incluiu notificações falsas com aparência de comunicação do portal gov.br
  • O prejuízo: Acreditando que impediria operações indevidas, a empresária realizou transferências via Pix que totalizaram R$ 140 mil. Um boletim de ocorrência falsificado também foi utilizado para reforçar a aparência de atendimento legítimo, segundo o relato citado no material original.
  • A investigação: O material original cita uma reportagem de 24 de setembro de 2026 sobre a prisão, em São Paulo, de uma mulher de 33 anos suspeita de participação no grupo investigado pelo golpe do falso gerente. Não foi possível confirmar nesta atualização o andamento posterior do caso. A condição de suspeita e a prisão não equivalem a uma condenação.
  1. O Caso de R$ 32,6 mil em Araraquara (SP)
  • A abordagem: Segundo os dados da ocorrência, a empresária solicitou um cartão de crédito ao gerente por mensagem na quarta-feira (14), às 8h58. Às 13h42, recebeu um áudio de uma mulher que afirmou ser a nova gerente jurídica da Caixa e prometeu assumir o atendimento de suas contas empresariais. No dia seguinte, a interlocutora pediu reconhecimento facial e a transferência de recursos de outra conta, alegando que um saldo maior favoreceria a credibilidade da empresa perante o banco. A vítima relatou ter atendido aos pedidos por acreditar que falava com uma representante da instituição.
  • Os pagamentos e o bloqueio: Os seis boletos somaram R$ 32,6 mil e foram pagos entre 16h17 e 16h30 de segunda-feira (19), intervalo de 13 minutos conforme os horários divulgados. A empresária percebeu que não conseguia acessar o aplicativo do banco e, às 18h, procurou o gerente geral da agência. Os acessos às contas foram bloqueados, mas os pagamentos já haviam ocorrido. O registro policial foi feito no dia seguinte. Não foi informado sobre a recuperação do dinheiro nem prisão de envolvidos.
  1. Relato de prejuízo de R$ 600 mil ainda requer confirmação
  • A abordagem relatada: Uma publicação de rede social citada no material original descreve o contato de um suposto gerente regional com outra empresária. Ele teria alegado que um aparelho desconhecido estava movimentando a conta e solicitado a instalação de um arquivo para interromper o acesso. A identificação da ocorrência e os detalhes dessa narrativa não foram confirmados de forma independente nesta atualização.
  • O valor mencionado: O relato atribui à instalação do arquivo o bloqueio do celular e o acesso indevido a aplicações, conta corrente e poupança, com transferências via Pix de R$ 600 mil. O valor, o funcionamento do suposto software e eventual ligação com outras investigações precisam de confirmação antes de serem apresentados como fatos comprovados.

 

Como funcionam essas abordagens

Nessas abordagens, o principal recurso é fazer a vítima acreditar que está recebendo ajuda para resolver um problema bancário. A aparência de atendimento oficial, combinada com pedidos urgentes, pode levar ao compartilhamento de dados ou à autorização de operações. O percentual de 40% das fraudes citado na versão anterior não teve sua atribuição ao Banco Central confirmada nesta atualização e, por isso, não é apresentado como dado estabelecido.

  • Confirme quem está falando: Um nome de banco no perfil ou no identificador de chamadas não comprova a identidade do interlocutor. Interrompa contatos suspeitos e procure a instituição por um canal oficial obtido no aplicativo, no cartão ou presencialmente, sem utilizar números enviados na própria abordagem.
  • Não decida sob pressão: Avisos de movimentações suspeitas exigem verificação, não transferências imediatas orientadas por desconhecidos. Não forneça senhas ou códigos de autenticação e não instale arquivos para atender a uma ligação ou mensagem não verificada.
  • Comunique o golpe e preserve provas: O Ministério da Justiça e Segurança Pública orienta procurar imediatamente o banco pelos canais oficiais e registrar boletim de ocorrência, guardando mensagens, contatos utilizados, horários e comprovantes das operações. Para fraudes com Pix, o Banco Central recomenda solicitar a devolução pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), disponível para esse meio de pagamento. O pedido não garante o ressarcimento. Como o episódio de Araraquara envolve pagamentos de boletos, não se deve tratar o MED como um mecanismo aplicável automaticamente a esse caso.

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