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Resultado pífio aponta Venturi como cabo eleitoral fracassado

A votação de Rômulo Rippa (PSD) em Ibaté expôs uma dificuldade que vai além do desempenho individual do candidato nas urnas. Apoiado pelo grupo político do prefeito Ronaldo Venturi (PSD), o postulante ao cargo de deputado estadual recebeu apenas 248 votos no município, o equivalente a 1,51% dos votos válidos.

O número chama atenção principalmente pela proximidade construída entre o candidato e a administração municipal ao longo dos últimos meses. Rippa esteve em agendas institucionais ao lado de Venturi e participou de articulações relacionadas a investimentos e projetos para a cidade.

Em fevereiro, por exemplo, esteve em uma reunião em Ibaté durante a oficialização de uma emenda de R$ 500 mil para a área da saúde. Também participou de articulações envolvendo projetos estaduais para o município, entre eles, uma proposta de parque linear.

Na prática, porém, a relação política não se converteu em uma votação expressiva para Rippa em Ibaté. Com apenas 248 votos, o resultado coloca em discussão a capacidade de transferência de votos do grupo que esteve à frente de sua campanha no município.

É justamente nesse ponto que o desempenho de Venturi como cabo eleitoral passa a ser questionado. Se havia proximidade política, presença institucional e apoio declarado da estrutura política local, a votação obtida ficou muito distante de um resultado que pudesse ser interpretado como demonstração de força eleitoral.

As reações publicadas nas redes sociais reforçam esse ambiente de insatisfação entre parte dos eleitores. Nos comentários extraídos do Instagram, algumas manifestações associaram diretamente o desempenho do candidato à avaliação que fazem da administração municipal.

“Também o povo não está gostando da administração dele. Como vai votar em alguém que ele apoia?”, escreveu uma cidadã.

Outro eleitor foi ainda mais direto ao comentar: “Pior prefeito”.

Outra munícipe questionou a possibilidade de o grupo político conseguir transferir apoio para outro nome e afirmou: “Só se o povo de Ibaté fosse louco. Ele já não faz bem o dele e ainda quer indicar”.

Na mesma publicação, ela acrescentou uma crítica ao candidato apoiado pelo prefeito: “Não conheço o tal candidato, mas, vindo de um ruim, a impressão que dá é que é do mesmo nível”.

As manifestações são opiniões individuais de usuários das redes sociais e não representam, por si só, a totalidade do eleitorado de Ibaté. Ainda assim, ajudam a ilustrar o tipo de reação que acompanhou o resultado eleitoral e mostram que o apoio de uma liderança política não necessariamente se transforma, de forma automática, em votos.

O resultado de Rippa em Ibaté, portanto, deixa uma pergunta política para o grupo de Venturi: até que ponto a força institucional do prefeito consegue se transformar em força eleitoral para os nomes que ele escolhe apoiar?

Com parcos votos, a resposta dada pelas urnas neste primeiro turno foi, no mínimo, pouco expressiva.

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