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Presidente da Câmara executa método que critica nos colegas

A presidente da Câmara de Ibaté, Viviane da ONG (Podemos) —, voltou a apresentar uma leva de requerimentos na sessão dessa segunda-feira (31 de agosto). O gesto, rotineiro para qualquer vereador, ganha outro peso no caso dela: há um ano, ela classificou publicamente o mesmo instrumento como dispensável.

Em agosto de 2025, numa transmissão ao vivo, Viviane criticou o vereador Hícaro Costa (PT) por ter formalizado um requerimento sobre vagas em creches, sugerindo que bastaria um telefonema à Secretaria de Educação para resolver a questão.

A fala irritou colegas e parte do público, já que o requerimento é — e ela sabe disso — um dos mecanismos mais legítimos que um vereador tem para fiscalizar o Executivo. Na mesma sessão em que fez a crítica, porém, a parlamentar protocolou quatro requerimentos próprios, sobre castração animal e zoonoses, sendo todos aprovados.

O padrão se repetiu ao longo de 2026: fila de mamografia, canis legalizados, condições do Centro de Controle de Zoonoses, reclamações à Ouvidoria da saúde. O uso do instrumento nunca foi o problema — é direito e dever de qualquer parlamentar. O problema é o discurso duplo: cobrar do colega uma formalidade que ela mesma pratica com frequência, e ainda tratar isso como um desperdício de tempo alheio.

Vale lembrar que, na mesma live de 2025, Viviane também anunciou a intenção de propor um projeto de lei municipal autorizando professores a se alimentarem da merenda escolar — ideia que esbarra na legislação federal e expôs, mais uma vez, o improviso com que a presidente lida com pautas técnicas.

Fica também um alerta institucional: segundo checagem da reportagem, parte das atas da Câmara registra apenas o resultado coletivo das votações, sem individualizar o voto de cada vereador — uma lacuna de transparência que facilita, e muito, esse tipo de contradição passar despercebida.

 

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