{"id":1273,"date":"2026-05-27T10:22:47","date_gmt":"2026-05-27T13:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/ibateagora.com.br\/?p=1273"},"modified":"2026-06-02T08:26:28","modified_gmt":"2026-06-02T11:26:28","slug":"ibate-promove-o-primeiro-passo-para-privatizar-o-dae","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/2026\/05\/27\/ibate-promove-o-primeiro-passo-para-privatizar-o-dae\/","title":{"rendered":"Ibat\u00e9 promove o primeiro passo para privatizar o DAE"},"content":{"rendered":"<p>A aprova\u00e7\u00e3o, por unanimidade, do projeto que cria o Conselho de Regula\u00e7\u00e3o e Controle Social (CRCS) de Ibat\u00e9, em apoio \u00e0 ARES-PCJ, \u00e9 mais do que uma mudan\u00e7a burocr\u00e1tica na estrutura do saneamento. Na pr\u00e1tica, o munic\u00edpio d\u00e1 um passo pol\u00edtico e institucional que ajuda a pavimentar uma eventual privatiza\u00e7\u00e3o do DAE, ao montar a engrenagem regulat\u00f3ria exigida para um ambiente de concess\u00e3o. O ato, sozinho, n\u00e3o entrega a \u00e1gua e o esgoto \u00e0 iniciativa privada. Mas organiza a casa para isso. Essa leitura ganha for\u00e7a quando o texto local \u00e9 confrontado com o Novo Marco Legal do Saneamento, que estimulou a regionaliza\u00e7\u00e3o, fortaleceu a regula\u00e7\u00e3o e empurrou o setor para modelos de concorr\u00eancia e contratos licitados.<br \/>\nO documento aprovado pela C\u00e2mara Municipal de Ibat\u00e9 \u00e9 direto: \u201cfica criado o Conselho de Regula\u00e7\u00e3o e Controle Social &#8211; CRCS, no \u00e2mbito do Munic\u00edpio de Ibat\u00e9-SP, como \u00f3rg\u00e3o consultivo da Ag\u00eancia Reguladora dos Servi\u00e7os de Saneamento das Bacias dos Rios Piracicaba, Capivari e Jundia\u00ed \u2013 ARES-PCJ\u201d. A tramita\u00e7\u00e3o registrada no Processo CM n\u00ba 264\/2026 mostra que a mat\u00e9ria foi aprovada por unanimidade. Em linguagem simples, o munic\u00edpio decidiu formalizar um mecanismo local de controle social acoplado \u00e0 ag\u00eancia que regula os servi\u00e7os de saneamento.<\/p>\n<p>Compromisso regulat\u00f3rio<br \/>\nQuando uma prefeitura cria um conselho dessa natureza e refor\u00e7a seu v\u00ednculo com uma ag\u00eancia reguladora regional, ela n\u00e3o est\u00e1 apenas ouvindo a sociedade ou modernizando procedimentos internos. Est\u00e1, sobretudo, adequando o servi\u00e7o a um padr\u00e3o institucional que interessa a qualquer modelo de delega\u00e7\u00e3o futura, inclusive \u00e0 iniciativa privada. Isso porque n\u00e3o existe concess\u00e3o minimamente robusta sem regula\u00e7\u00e3o independente, fiscaliza\u00e7\u00e3o permanente, regras tarif\u00e1rias e canais formais de controle social.<br \/>\nA Lei n\u00ba 14.026, de 2020, que remodelou o marco do saneamento no pa\u00eds, foi desenhada exatamente para ampliar investimentos e abrir mais espa\u00e7o para presta\u00e7\u00e3o regionalizada e contrata\u00e7\u00e3o via licita\u00e7\u00e3o. A legisla\u00e7\u00e3o alterou a Lei n\u00ba 11.445, refor\u00e7ou o papel da regula\u00e7\u00e3o e buscou criar seguran\u00e7a jur\u00eddica para operadores p\u00fablicos e privados. O eixo da mudan\u00e7a \u00e9 conhecido: metas de universaliza\u00e7\u00e3o, cobran\u00e7a por efici\u00eancia, regula\u00e7\u00e3o mais t\u00e9cnica e ambiente favor\u00e1vel \u00e0 entrada de capital privado.<\/p>\n<p>Primeiros passos<br \/>\nA cria\u00e7\u00e3o do CRCS n\u00e3o \u00e9, por si, a privatiza\u00e7\u00e3o do DAE. Nenhuma canetada dessa natureza transfere automaticamente a opera\u00e7\u00e3o da \u00e1gua e do esgoto para uma empresa privada. Para isso, seria necess\u00e1rio outro passo: decis\u00e3o pol\u00edtica expl\u00edcita, modelagem do servi\u00e7o, eventual estrutura\u00e7\u00e3o de concess\u00e3o ou PPP, publica\u00e7\u00e3o de edital e licita\u00e7\u00e3o. O que se pode afirmar, com base nos documentos e na legisla\u00e7\u00e3o, \u00e9 outra coisa: Ibat\u00e9 avan\u00e7a na prepara\u00e7\u00e3o institucional necess\u00e1ria para esse tipo de caminho.<br \/>\nE esse ponto \u00e9 central porque ele evita dois erros comuns no debate p\u00fablico. O primeiro \u00e9 dizer que nada aconteceu. Aconteceu, sim. Houve um passo concreto na constru\u00e7\u00e3o do ambiente regulat\u00f3rio. O segundo \u00e9 afirmar que a privatiza\u00e7\u00e3o j\u00e1 foi consumada. N\u00e3o foi. O que houve foi a consolida\u00e7\u00e3o de uma pe\u00e7a institucional importante no tabuleiro do saneamento local. Em jornalismo, o nome disso \u00e9 contexto. E, no caso de Ibat\u00e9, o contexto aponta para a dire\u00e7\u00e3o de uma poss\u00edvel concess\u00e3o futura, ainda que essa etapa n\u00e3o esteja formalmente deflagrada neste momento.<\/p>\n<p>A engrenagem da ARES-PCJ<br \/>\nA ARES-PCJ n\u00e3o \u00e9 uma figura decorativa. Trata-se de uma ag\u00eancia reguladora regional j\u00e1 consolidada, com atua\u00e7\u00e3o sobre munic\u00edpios associados, fiscaliza\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, resolu\u00e7\u00f5es tarif\u00e1rias, ouvidoria e instrumentos de acompanhamento da presta\u00e7\u00e3o dos servi\u00e7os. O pr\u00f3prio site da ag\u00eancia informa sua atua\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria, exibe relat\u00f3rios de fiscaliza\u00e7\u00e3o, publiciza contratos de presta\u00e7\u00e3o e contratos de concess\u00e3o, al\u00e9m de manter canais de ouvidoria para usu\u00e1rios. Isso importa porque uma ag\u00eancia desse porte oferece o tipo de previsibilidade que o mercado exige quando olha para o setor de saneamento.<br \/>\nH\u00e1 um detalhe revelador nisso tudo. A ARES-PCJ mant\u00e9m em seu portal \u00e1reas espec\u00edficas para \u201cContratos de Presta\u00e7\u00e3o\u201d e \u201cContratos de Concess\u00e3o\u201d, o que evidencia que a ag\u00eancia opera justamente nesse universo em que servi\u00e7os p\u00fablicos podem ser mantidos pelo poder p\u00fablico ou delegados \u00e0 iniciativa privada sob regula\u00e7\u00e3o externa. Tamb\u00e9m h\u00e1 refer\u00eancia a regras de publicidade e participa\u00e7\u00e3o em procedimentos arbitrais envolvendo concess\u00f5es e PPPs reguladas pela ag\u00eancia. Isso mostra que o desenho regulat\u00f3rio da ARES-PCJ conversa diretamente com modelos de delega\u00e7\u00e3o privada, e n\u00e3o apenas com a administra\u00e7\u00e3o direta do servi\u00e7o.<br \/>\nSonho antigo<br \/>\nA rela\u00e7\u00e3o institucional de Ibat\u00e9 com a ARES-PCJ n\u00e3o nasceu agora. O portal da pr\u00f3pria ag\u00eancia indica \u201cIbat\u00e9 &#8211; Lei Autorizativa n\u00ba 3.303\/2021\u201d, al\u00e9m de mencionar relat\u00f3rios de fiscaliza\u00e7\u00e3o do munic\u00edpio em anos anteriores. Ou seja, o que acontece em 2026 n\u00e3o surge do nada. O CRCS aprofunda e formaliza, em \u00e2mbito local, uma estrutura que j\u00e1 vinha sendo montada. Por isso, chamar o atual movimento de \u201cprimeiro passo\u201d faz mais sentido como primeiro passo pol\u00edtico mais n\u00edtido rumo \u00e0 prepara\u00e7\u00e3o de uma eventual privatiza\u00e7\u00e3o do que como primeiro ato cronol\u00f3gico da rela\u00e7\u00e3o entre Ibat\u00e9 e a ARES-PCJ.<br \/>\nEsse ajuste de interpreta\u00e7\u00e3o \u00e9 importante para n\u00e3o vender ao ibateense uma simplifica\u00e7\u00e3o barata. O munic\u00edpio j\u00e1 vinha construindo instrumentos de regula\u00e7\u00e3o. O que muda agora \u00e9 que a cria\u00e7\u00e3o do conselho local d\u00e1 visibilidade, forma e lastro social a esse processo. Em tese, melhora a participa\u00e7\u00e3o da sociedade. Mas, ao mesmo tempo, refor\u00e7a a governan\u00e7a regulat\u00f3ria que costuma anteceder concess\u00f5es. \u00c9 justamente essa dupla fun\u00e7\u00e3o que torna o gesto politicamente relevante.<\/p>\n<p>Padr\u00e3o e equil\u00edbrio<br \/>\nQuem defende uma futura concess\u00e3o do DAE sabe que n\u00e3o basta vontade pol\u00edtica. \u00c9 preciso montar um sistema capaz de regular tarifa, metas, qualidade, investimentos, san\u00e7\u00f5es, ouvidoria e equil\u00edbrio contratual. Investidor n\u00e3o entra em setor essencial sem regra clara. Nem tribunal, Minist\u00e9rio P\u00fablico e \u00f3rg\u00e3os de controle costumam tolerar aventuras mal modeladas em servi\u00e7os t\u00e3o sens\u00edveis. Nesse cen\u00e1rio, conselho local mais ag\u00eancia reguladora regional formam uma base que reduz incertezas e d\u00e1 musculatura t\u00e9cnica a futuras decis\u00f5es do Executivo.<br \/>\nE isso vale especialmente depois do marco legal de 2020. A Uni\u00e3o passou a induzir modelos com metas, efici\u00eancia, regionaliza\u00e7\u00e3o e padroniza\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria. O Decreto n\u00ba 10.588, tamb\u00e9m de 2020, refor\u00e7ou a l\u00f3gica da presta\u00e7\u00e3o regionalizada para gerar escala e viabilidade t\u00e9cnico-econ\u00f4mica. Na pr\u00e1tica, munic\u00edpios pequenos e m\u00e9dios passaram a ser empurrados para arranjos mais integrados e tecnicamente regulados. Ibat\u00e9, ao fortalecer essa malha institucional, se alinha a essa l\u00f3gica.<\/p>\n<p>Conflito de interesses<br \/>\nDo outro lado, a leitura cr\u00edtica tamb\u00e9m tem fundamento. Para quem teme a privatiza\u00e7\u00e3o, a aprova\u00e7\u00e3o do CRCS pode ser vista como mais uma pe\u00e7a num processo gradual de afastamento do controle direto do munic\u00edpio sobre o servi\u00e7o. N\u00e3o porque o conselho retire imediatamente a \u00e1gua das m\u00e3os do poder p\u00fablico, mas porque ele ajuda a encaixar o saneamento local num modelo regulat\u00f3rio que facilita futura delega\u00e7\u00e3o. Nessa perspectiva, o debate n\u00e3o deveria parar no conselho, mas avan\u00e7ar para a pergunta de fundo: qual \u00e9 o projeto da administra\u00e7\u00e3o para o DAE? Fortalecer a estrutura p\u00fablica ou deix\u00e1-la pronta para concess\u00e3o?<br \/>\nEsse \u00e9 o ponto que ainda est\u00e1 em aberto no caso de Ibat\u00e9. Os documentos analisados sustentam a tese de que houve um passo preparat\u00f3rio, mas n\u00e3o trazem, por si, a decis\u00e3o final de privatizar. Portanto, a afirma\u00e7\u00e3o mais correta, mais robusta e mais jornalisticamente honesta \u00e9 esta: Ibat\u00e9 n\u00e3o privatizou o DAE agora, por\u00e9m promoveu um movimento coerente com a prepara\u00e7\u00e3o institucional de uma futura privatiza\u00e7\u00e3o ou concess\u00e3o dos servi\u00e7os de saneamento.<\/p>\n<p>O peso pol\u00edtico da unanimidade<br \/>\nA aprova\u00e7\u00e3o un\u00e2nime na C\u00e2mara \u00e9 outro elemento que n\u00e3o passa despercebido. Quando um projeto dessa natureza avan\u00e7a sem resist\u00eancia formal no Legislativo, o recado pol\u00edtico \u00e9 claro: houve baixa disposi\u00e7\u00e3o para tensionar publicamente os efeitos da medida. Isso pode significar concord\u00e2ncia, desaten\u00e7\u00e3o ao impacto estrutural da proposta ou simplesmente leitura de que se trata de um passo t\u00e9cnico. Mas, em temas de saneamento, o t\u00e9cnico quase nunca \u00e9 s\u00f3 t\u00e9cnico. Regula\u00e7\u00e3o, tarifa, fiscaliza\u00e7\u00e3o e governan\u00e7a definem quem manda, quem executa, quem lucra e quem paga a conta.<br \/>\nPor isso, a cria\u00e7\u00e3o do CRCS merece bem mais aten\u00e7\u00e3o do que costuma receber esse tipo de pauta administrativa. Em geral, mudan\u00e7as assim passam discretamente, com linguagem jur\u00eddica, nome comprido e apar\u00eancia de mera formalidade. S\u00f3 que o efeito real costuma aparecer depois, quando o munic\u00edpio j\u00e1 est\u00e1 enquadrado num modelo regulat\u00f3rio apto a sustentar uma concess\u00e3o. \u00c9 nessa etapa silenciosa que muitas cidades come\u00e7am a mudar de rumo sem dizer isso em voz alta \u00e0 popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Alerta cidad\u00e3o<br \/>\nPara o mun\u00edcipe, a discuss\u00e3o pode parecer distante. N\u00e3o \u00e9. O que vem depois desse tipo de medida costuma mexer em tarifa, regras de atendimento, metas de investimento, fiscaliza\u00e7\u00e3o de qualidade e transpar\u00eancia sobre o servi\u00e7o. Se a cidade avan\u00e7ar para um modelo de concess\u00e3o, esse debate deixar\u00e1 de ser jur\u00eddico e passar\u00e1 a bater diretamente no bolso e na rotina dos moradores. \u00c9 por isso que o acompanhamento p\u00fablico precisa come\u00e7ar agora, quando a estrutura est\u00e1 sendo montada, e n\u00e3o apenas depois que um eventual edital aparecer.<br \/>\nNo fim das contas, a tese proposta faz sentido, desde que formulada com precis\u00e3o. Sim, Ibat\u00e9 promove um primeiro passo pol\u00edtico e institucional para privatizar o DAE, porque fortalece a base regulat\u00f3ria e o controle social exigidos num ambiente de concess\u00e3o. N\u00e3o, isso ainda n\u00e3o significa que a privatiza\u00e7\u00e3o foi decidida ou consumada. A not\u00edcia, portanto, est\u00e1 exatamente nesse meio-termo inc\u00f4modo e decisivo: a cidade n\u00e3o cruzou a linha final, mas claramente come\u00e7ou a organizar a pista para um prov\u00e1vel privatiza\u00e7\u00e3o de seu sistema de \u00e1gua e esgoto.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A aprova\u00e7\u00e3o, por unanimidade, do projeto que cria o Conselho de Regula\u00e7\u00e3o e Controle Social (CRCS) de Ibat\u00e9, em apoio \u00e0 ARES-PCJ, \u00e9 mais do que uma mudan\u00e7a burocr\u00e1tica na estrutura do saneamento. Na pr\u00e1tica, o munic\u00edpio d\u00e1 um passo pol\u00edtico e institucional que ajuda a pavimentar uma eventual privatiza\u00e7\u00e3o do DAE, ao montar a<\/p>\n","protected":false},"author":5,"featured_media":1274,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[7],"tags":[94,168,169,28,38,170],"class_list":["post-1273","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-politica","tag-agua","tag-camaradeibate","tag-camaramunicipal","tag-dae","tag-ibate","tag-politicaibate"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1273","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/5"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1273"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1273\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1275,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1273\/revisions\/1275"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1274"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1273"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1273"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/ibateagora.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1273"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}